| Fonte da imagem: ceará em rede |
Mesmo não reduzindo o quadro funcional atualmente
estimado em 20 mil colaboradores vindos de toda a Zona Norte do Ceará, a
migração de funcionários na Grendene de Sobral para o 1º e 2º turno poderá
trazer prejuízos para aqueles que diariamente deslocam-se por quilômetros para
trabalhar na segunda maior indústria de calçados do país. A Grendene
S/A.
que há mais de 20 anos está instalada em Sobral, deverá a partir de
novembro concentrar menos de 8% de seu efetivo trabalhando no terceiro turno. A
medida que visa a redução de gastos e otimização da produção, segundo a empresa
já seria cogitada há alguns meses e não deve acarretar em demissões.
Porém, se
por um lado a empresa garantiu alocar 30% dos colaboradores do terceiro turno
trabalhando durante o dia, do outro os problemas como reprogramação das atividades cotidianas,
deslocamento até Sobral e redução dos proventos parecer haver sido desconsiderada
pela Grendene que deve ajustar a migração até o próximo dia 17 de novembro.
Para muitos alcantarenses, que deverão mudar de turno, problemas como conseguir
vagas no ‘transporte industrial’, corte do adicional noturno e mudanças de
hábitos rotineiros já tem preocupado alguns colaboradores que possivelmente
terão que descolar-se cerca de 9km para embarcar nos ônibus locados pelos
funcionários, ou até mesmo passarem a residir na Princesa do Norte como forma
de garantir sua estabilidade nesta época de crise.
Redação do Serrano
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