A presidência COMDEMA de
Alcântaras criticou na última semana a inércia do Instituto Chico Mendes de
Conservação e Biodiversidade no que diz respeita a fiscalização das brocas no
município de Alcântaras, zona norte do Ceará.
Na cidade onde mais de 200
agricultores aguardaram até o último dia 15 de setembro a visita de equipes
do Ibama nas propriedades onde serão feitas brocas, nenhuma fiscalização haveria
sido feito dentro do prazo programado e o
resultado o disso disso tem refletido na derrubada indiscriminada de mata e
ateamento de fogo em margens de estradas, nascentes de riachos, topos e
encostas de serra.
Sem fiscalização produtores
de sequeiro já realizam a chamada broca, seguida das queimadas e, mesmo
tantas alertas a prática será difícil de ser controlada uma vez que
durante o cadastro ficou claro que na ausência da fiscalização da
autoridade maior as queimadas "estariam liberadas". Para o Conselho o
cadastro em nada contribuiu do ponto de vista de ambiental e uso sustentável da
Apa Serra da Meruoca que há séculos registra casos de degradação ambiental
devido a utilização de ferramentas conservacionistas de manejo do solo como o
uso do fogo.
Ainda segundo o órgão colegiado além de descredibilizar o objetivo
do cadastro a inércia da fiscalização teria deixado o COMDEMA de “mãos atadas”
o que dificultaria a intervenção do conselho quanto a problemática. No mesmo
município mesmo com a seca dezenas de focos de queimadas são monitorados
diariamente pelos satélites NOA do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais e
há pelo menos três anos a agricultura de sequeiro registra perca de mais de 50%
conforme os últimos laudos emitidos pela EMATERCE.
Redação do
Serrano
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